Já amei e não fui amada, fui amada e não amei, já fiz alguém sofrer, já fiz alguém feliz, já me fizeram feliz, já me fizeram sofrer, já sonhei, já realizei sonhos, meus e de alguém, já perdoei, e fui traída novamente, já fui perdoada, ganhei outra chance, usei da pior forma, a desperdicei, já acreditei
em Papai Noel, já me perdi num conto de fadas, e acordei ao cair da cama, príncipe encantado definitivamente não existe, mas final feliz é questão de escolha, e atitude é claro, além disso, foi difícil aceitar que nada além da chuva, se cai do céu. Aprendi que quando se erra e bate o pé, se quebra a cara novamente, porém é muito fácil dizer que
persistir num erro é burrice e blá blá blá.. mas não se sabe se motivo desse erro é um sentimento que controla, que perturba, que persiste. Existem pessoas que colocam o orgulho e a teimosia em primeiro lugar, são como uma porta de vidro onde primeiramente não enxergam o que estão fazendo, batem a cabeça na porta, choram, mas tentam passar por ela novamente, batendo a cabeça várias e várias vezes, nem sempre aprendem com isso, às vezes até aprendem, mas nem sempre vale a pena. Coração partido não pode ser comparado à um pão, que mesmo partido irá saciar a fome de alguém, enquanto o coração, se partido não deixará uma pessoa contente, muito menos satisfeita. E que infância trás saudades e boas lembranças quando a questão é a diferença entre coração partido e joelhos machucados, e a tal liberdade. Não, isso não é um texto de auto-ajuda, não tem objetivo de aconselhar, nem ao menos alertar alguém, pelo fato de já saber que no fim das contas vai apenas deixar alguém inseguro, confuso, ou simplesmente indiferente. Desabafo? Pode até ser, mas é questão de necessidade e não de escolha, por motivos de a tecnologia não estar apenas substituindo homens por máquinas em fábricas, mas também amigos, é só observar um exemplo simples, onde mais de 60% das pessoas desabafam com mais facilidade por sites de relacionamento, chats, etc.. e menos da metade preferem conversar pessoalmente com seus amigos, aliás, para alguns máquinas tem mais importância que pessoas. Mas a questão é:
vale à pena passar por tudo isso, morrer e ser esquecido? Se a resposta for não, é, têm que marcar de alguma forma, cada qual do seu jeito. Se a resposta for sim, vale a pena passar pela vida sem amar verdadeiramente, rir descontroladamente, não transmitir sentimentos bons, não ensinar nada a ninguém? Quem não quer ser lembrado como William Shakespeare, como Charles Darwin, da forma como você vai lembrar de seus pais pra sempre?
Com certeza Deus tem um plano para cada um, cabe a nós a escolha do caminho. A dica é, pense e repense antes de tomar uma atitude que pode ser fatal, não apenas pra ti, e se achas que tudo está perdido, reflita e tente acreditar que sempre há um outro caminho, uma nova forma de recomeçar.